Paradoxo de Teletransporte (CIÊNCIA)





Imaginem as possibilidade que o Tele-transporte abre:

  • Eu poderia visitar qualquer lugar do mundo sem me preocupar com o preço da viagem;
  •  Não me preocuparia de ficar tempo de mais,aponto de ficar enteado, porque eu simplesmente poderia voltar para casa;
  • Também poderia visitar outros planetas;
  • Dependendo das limitações, quem sabe posso visitar até diferentes sistemas solares;
  • Eu poderia ser o primeiro ser humano da história a descobrir e fazer contato com formas de vida alienígena (Caso se existe).
MAS TUDO ISSO TEM UM PORÉM. Uma máquina de tele-transporte provavelmente mataria você no primeiro uso.

    Vamos começar com a primeira questão em aberto deste blog:

O que é uma máquina de tele-transporte?
     Eu sei que essa pergunta parece meio óbvia, mas levando em conta que eu vou entrar numa máquina do tempo estranha e vou misteriosamente sair em algum outro lugar sem fazer a viagem. Eu realmente gostaria de saber no que eu estou me metendo antes de usar essa máquina. Para os propósitos desse blog, nós vamos definir  o tema transporte como um dispositivo capaz de enviar matéria de um lugar inicial até um destino final.
IMAGINE:
     Eu entro nessa máquina e selecciono o meu destino, eu ligo a máquina e acabo de criar um paradoxo filosófico e um dos grandes por sinal. Não existe nenhuma lei da física que permite a clonagem de matéria, muito pelo contrário, as leis da física são proibitivas nesse sentido. Então se eu quiser criar um tele-transporte, a única maneira que ele pode funcionar é se escaneasse o objecto na entrada destruísse ele e replicasse as exactas mesmas condições do destino, mas isso seria literalmente se matar e se recriasse no outro lado.
     Esse problema na verdade não é nada novo, isso é um problema muito antigo de filosofia de identidade. conhecido como "O Barco de Teseu".


     Existem duas maneiras de resolver esse paradoxo, e que é a seguinte:

- Um porto possuí um barco de madeira corado, na região desse porto, tempestades são frequentes e então sempre que uma nova tempestade aparece, uma tábua do barco fica quebrada. Quando a tempestade passa, um funcionário do porto vai até o barco e troca essa tábua por uma nova. Anos e anos se passam, tempestades e tempestades destroem o barco pouco a pouco, enquanto o funcionário sempre continua a consertar as tábuas que foram quebradas, até que chega um dia em que o barco ao qual estava ancorado, teve todas as suas tábuas trocadas por tábuas novas. A pergunta que esse paradoxo levou foi: Mesmo por ter todas as tábuas trocadas, será que o barco continua o mesmo ou não?!. E se essa relação não ficou muito clara, aí vem a parte dois.

-Após todos esses tempos trocando as tábuas desse barco, o funcionário foi cuidadoso o suficiente, de guardar as tábuas originais . Pouco a pouco ele colocou cada uma delas em sua posição até que finalmente quando a última tábua foi trocada, ele conseguiu remontar o barco original. Agora nós temos dois barcos, só que qual é o original?; os dois agora são os barcos originais, ou só podemos escolher um deles para ser o original.


O tele-transporte é a versão moderna do barco de Teseu. No lugar do barco, nós é que somos os objectos de estudo. Se eu sou destruído na entrada e uma cópia minha é feita no destino,Essa cópia ainda sou eu, ou seria apenas uma cópia que não possui a mesma identidade, emoções , sentimento, memórias e ambições que o eu original? O grande problema esta em responder uma pergunta ainda mais fundamental que é: O que sou eu? o que faz de mim eu mesmo?

     Por uma ponto de vista puramente físico, eu posso argumentar que eu sou uma colecção de átomos. CARBONO, NITROGÉNIO, OXIGÉNIO, HIDROGÉNIO e praticamente quase todo o resto da tabela periódica 

   Se nós estivermos falando estritamente de ingredientes, estes são os meus, seguindo esta lógica é justo eu afirmar que eu se simplesmente copiar átomo por átomo e der um jeito de colocar eles nas posições corretas eu faria um novo "eu", que pensa igual a mim, que sente igual a mim e experiência a realidade do mesmo modo que eu.


Existe uma questão: Se eu, diferente do barco, tenho consciência, nós ainda não sabemos a origem dessa consciência. Posso pensar que tenho noção da minha própria existência, eu me conheço como individuo e posso tomar decisões  baseadas em todas as minhas experiências vividas desde que nasci.

SERÁ QUE APENAS COPIANDO ÁTOMO POR ÁTOMO, LIGAÇÃO MOLECULAR COM LIGAÇÃO MOLECULAR ,EU CRIARIA O MESMO "EU" E COM A MESMA IDENTIDADE?

  Essa é uma questão difícil ainda, sem qualquer resposta. Mas isso não significa que não podemos criar uma belíssima discussão em torno desta pergunta.
   A única coisa que sei é: entrar num tele-transporte me mataria. O que não sabemos é se o mesmo "eu" que entrou neste tele-transporte e morreu é o mesmo que atravessou pelo outro lado e está vivo.

O único conceito  que temos é o de Continuidade.Suponhamos que o cérebro humano seja o órgão humano que armazenas todas as nossas informações as quais nos dão as características principais: Quem nós somos;De onde viemos ou até mesmo qual é a nossa identidade. A afirmação que acabei de fazer se torna incerta e quem sabe imprecisa. 
    Basicamente estou dizendo que o cérebro humano é o Orgãos que armazena tudo  o que nós  conhecemos e quem somos e isso é nem um pouco estabelecido cientificamente. Isso quer dizer que se eu pegar o meu cérebro e transportasse ele para outro corpo, eu continuaria sendo a mesma pessoa.

A parte mais fascinante de deparar com um tema desses é começar com uma assunto do ponto que parece totalmente inofensivo e nos depararmos com uma enorme quantidade de perguntas que dizem respeito a nossa própria existência. Nunca pare de se fazer perguntas, porque elas são uma ótima maneira de nós conhecermos mais de nos mesmos. Achar respostas não é um objetivo  e sim um caminho.



OBRIGADO POR LER.                                                                                                         
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