Formação da Tabela Periódica (CIÊNCIA)
A organização da Tabela Periódica é feita em colunas (grupos), numeradas de 1 a 18 da esquerda para a direita e linhas (períodos), numeradas de 1 a 7 de cima para baixo.
Os elementos dos grupos 3 a 12 são designados por elementos de transição e os elementos dos restantes grupos são designados por elementos representativos.
A localização dos elementos na T.P. relaciona-se com a sua configuração eletrónica.
Para a localização de elementos representativos:
- O período a que o elemento pertence corresponde ao número de níveis de energia ocupados pelos eletrões, no estado fundamental, ou seja, o valor do número quântico principal do nível mais periférico corresponde ao número do período a que o elemento pertence.
- O grupo a que o elemento pertence corresponde ao número de eletrões de valência (eletrões que ocupam o último nível energético do átomo quando este se encontra no estado fundamental). Podem acontecer duas situações:
- o elemento ter um ou dois eletrões de valência, neste caso pertence ao grupo 1 ou 2;
- o elemento ter três ou mais eletrões de valência, neste caso o elemento pertence aos grupos 13, 14... 18 (3+10, 4+10... 8+10), em que o número 10 representa o número de grupos intermédios correspondentes aos elementos de transição.
Os diferentes elementos podem agrupar-se em blocos designados por s, p, d, f, de acordo com a última orbital preenchida, segundo as regras de preenchimento das orbitais.
- Os elementos dos grupos 1 e 2 (e o hélio) possuem eletrões de valência em orbitais s – bloco s.
- Os elementos dos grupos 13 a 18 possuem eletrões de valência em orbitais p – bloco p.
- Os elementos dos grupos 3 e 12 possuem eletrões de valência em orbitais d – bloco d.
- Os lantanídeos e os actinídeos (elementos de transição internos) possuem eletrões de valência em orbitais f – bloco f.

Comportamento químico dos elementos de um mesmo grupo da Tabela Periódica
As propriedades químicas dos elementos dependem fundamentalmente dos eletrões de valência, que os átomos utilizam no estabelecimento de ligações químicas. Os elementos que apresentam o mesmo número de eletrões de valência têm propriedades químicas semelhantes e constituem famílias.
Grupo 1 – Família dos metais alcalinos
- Todos têm um eletrão de valência, que perdem facilmente, originando iões monopositivos.
- São muito reativos. Reagem com a água através de uma reação fortemente exotérmica, libertando hidrogénio e originando uma solução básica ou alcalina.
- A reatividade aumenta ao longo do grupo porque o eletrão de valência vai ficando cada vez mais longe do núcleo, sendo removido com mais facilidade.
- O carácter metálico do elemento aumenta ao longo do grupo (o carácter metálico tem a ver com a capacidade dos átomos perderem eletrões e formarem catiões).
Grupo 2 – Família dos metais alcalino-terrosos
- Todos têm dois eletrões de valência, que perdem com facilidade, originando iões bipositivos.
- São bastante reativos, embora a reação com a água seja menos violenta que a dos metais alcalinos.
- A reatividade e o carácter metálico aumentam ao longo do grupo.
Grupo 17 – Família dos halogéneos
- Fazem parte dos elementos não metálicos e todos têm sete eletrões de valência.
- São bastante reativos devido à facilidade que os seus átomos têm em originar iões mononegativos.
- A reatividade diminui ao longo do grupo devido ao aumento o número de níveis – a força de atração do núcleo sobre o eletrão a captar é cada vez menor.
Grupo 18 – Família dos gases nobres
- Os átomos destes elementos têm os subníveis s e p do nível de valência totalmente ocupados, o que lhes confere uma enorme estabilidade química.
- São quimicamente inertes, ou seja, não participam em reações químicas, excetuando em condições extremas.
É usual integrar o hidrogénio e o hélio nesses grupos por possuírem uma configuração semelhante à dos metais alcalinos e gases nobres, respetivamente, apesar das suas propriedades físicas e químicas nada terem a ver com as desses elementos.
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